Como a BMQMNQ é uma coluna mais livre e de variedades, direcionada aos leitores, pensei em trazer algo diferente dessa vez. Diferente dos temas anteriores, em que usei duas obras como referência, vou começar com algo do… Cotidiano (?) Na real, será parte guia, parte reflexão/introdução para quem pensa em fazer um, mais de um, tem curiosidade sobre o assunto e etc.

Então, eis a questão “Piercings: perfurar ou não perfurar?” – usei o termo ‘perfurar’ propositalmente pois, como devem saber, o piercing não é apenas o furo; e sim, a jóia por dentro do furo feito e esse conjunto per se. (Achei importante ressaltar para já quebrarmos logo de cara pré-conceitos rs)

Mais um desenho da Nairi pra bmqmnq~ Thanks, dear!

Cuidados e Saúde

Well, nunca é demais começar com esses tópicos. Vou listar o que julgo de vital importância – com grande ênfase para quem pretende fazer:

Pesquise(!)

Pode parecer bobo ou óbvio, todavia, quis ressaltar. Se você quer fazer algo no seu corpo, procure se informar e fazer um estudo prévio. Digo ‘estudo’ porque é bem isso. É procurar se informar, conversar com pessoas mais experientes na área, ler e ler até entender. Do contrário, aquela ponta de insegurança que sempre pode rolar acaba virando um poço.

Lugar

Procure um local especializado nesse tipo de serviço e um body piercer para tirar suas dúvidas, conhecer como é o procedimento e afins. Claro, a internet facilitou em muito o acesso a informações e tals, no entanto, sempre é bom ir conhecer pessoalmente – indicações sempre são válidas, mas ainda assim recomendo dar uma olhada antes.

Dica: sempre é importante perguntar sobre a esterilização dos materiais utilizados.

Corpo

Para além dos cuidados, estética e o que levou a escolher o lugar que você quer fazer, procure refletir como isso vai influenciar na sua vida prática. Por exemplo: “você lida com crianças? ou faz algum esporte de mais contato físico e atrito? há algum perigo de se machucar o local ou, no pior dos casos, arrancar?” – essas questões hipotéticas podem parecer desnecessárias, mas ajudam. (Vai por mim, conselho de amiga.)

Aproveitando, se você é uma pessoa que curte simbolismos e afins, vai achar bem legal os significados de perfurações em diferentes partes do corpo. Dê uma olhada em tradições tribais, diferentes culturas – inclusive, a nossa cultura indígena tem vários fatos interessantes sobre adereços fixados ao corpo rs.

Jóia

Igualmente, a jóia utilizada pode ter significados interessantes. No aspecto estético, hoje em dia temos a vantagem de cada vez mais termos diferentes modelos e opções. Procure pesquisar se o que você pretende é o apropriado. Por vezes, a jóia que se quer pode ser mais elaborada ou de uma maneira que não favoreça seu num primeiro momento. Frequentemente, você pode ter que colocar um modelo mais simples antes daquele almejado – então não se apresse e deixe seu corpo se acostumar.

Dica: se você for uma pessoa alérgica ou que tem a pele sensível, recomendo conversar com o body piercer qual o material mais adequado e que pode “dar menos problema”. Coloquei dessa forma, pois não dá pra ter uma garantia definitiva. Porém, hoje em dia há várias opções, como falei acima. E materiais que não causam tanta irritação na pele.

Cuidados

Antes, durante e depois. Sempre.
Essa é uma das partes mais importantes. Creio que o furo em si não é a maior questão, e sim, como você cuidará dele dali em diante. Claro, a perfuração e colocação da jóia influem, mas como você irá se responsabilizar por ela durante o processo de cicatrização e mesmo depois também são vitais.

Dica: saiba que você terá que estabelecer uma rotina mínima de limpeza mesmo após a cicatrização. Pessoalmente, digo que é um trabalhinho que vale a pena e você se acostuma. Entretanto, se você é uma pessoa que é desleixada e acha que é só furar e acabou, recomendo dar uma repensada pois, as complicações que por vezes vemos ou ouvidos se dá em conta de descuidos assim – claro, que nem sempre. Mas é aquilo, “melhor prevenir que remediar”.

Motivação e dor

Muitas pessoas acreditam (erroneamente) que os piercings são apenas um adereço de moda. Hm…. Tenho minhas ressalvas em afirmar isso. Não desmereço quem faz piercings por uma questão estética, de maneira nenhuma. No entanto, é muito generalista assumir tal. Eis que prefiro deixar a questão em aberto e apenas falar que são muitos os motivos. E, por vezes, complexos demais para tentar explicar aqui. Ou mesmo, também não precisam ser complicados. Podem ser mais simples do que se imagina.

Agora, esses motivos conversam com o segundo aspecto que quero comentar aqui: dor. Até onde sei, a maioria das pessoas não gosta de sentir dor ou sofrer – que, na minha concepção podem ser coisas semelhantes ou não. Entretanto, particularmente, acho que a dor é o que dá parte do sentido ao piercing, assim como à tatuagem. A vida seria muito mais simples se não tivéssemos que pagar um preço pelas coisas que queremos rs

Sempre que as pessoas veem meus piercings ou que fiz um novo são duas as reações mais frequentes: ou apenas observam (e aí já tenho certa noção de sua opinião) ou fazem um comentário seguido das palavras “doeu (muito)?”. A dor é relativa. Ela varia de pessoa para pessoa e é percebida de maneira e graus diferentes.

Claro, o local de escolha influencia. Há regiões no nosso corpo que são mais sensíveis, mais enervadas, menos propícias, enfim. Acredito que se o sujeito tem motivação, a dor é acessória. Sendo sincera e dizendo na lata: geralmente os furos são rápidos, o que mais dá agonia é colocar a jóia pois o lugar está bem sensível. Ademais, o mais “chato” mesmo é a cicatrização. Ou seja, a perfuração pode não ser a pior parte :v

Entretanto, não se assustem, dears. É como o ditado:
“Where is a will, there is a way”… Ou mesmo, “no pain, no gain” <3 hehe

Desabafo

Como já disse, acredito que o maior “problema” não seja colocar o piercing, e sim, cuidar. Claro, considerando que a perfuração seja feita do modo correto e com os materiais corretos. No entanto, agora faço um desabafo pessoal.

“Pior que colocar é tirar. E depois, colocar de novo.” – pois então. Lembram que quando me apresentei disse que sou uma pessoinha meio azarada? Não? Tudo bem, tem na minha minidescrição. E se você não acredita, enfatizo: sou.

Vou contar rapidinho duas infelicidades que aconteceram comigo depois que fiz alguns dos meus piercings. Uma que já faz um tempo, logo quando coloquei meus primeiros, e outra bem recente, tipo esses dias.

A primeira: pouco depois que fiz meus três primeiros, caí da escada e rompi ligamentos. Ou seja, precisei fazer exames. E, para os exames você precisa tirar todos os piercings. Eis que, descobri que um deles emperrou. Deu um trabalho para tirar os outros dois, mas um em especial não saiu de jeito nenhum. Ai que sufoco, tive que voltar no lugar que fiz – de robofoot e tudo, com a cara inchada de tanto tentar rs – para tirar. Sorte que a moça manjava, mas ainda assim foi sofrido… E depois pra recolocar o bendito. Tive que esperar desinchar, cicatrizar de novo pra refurar.

O segundo episódio: a Megu esses dias foi feliz da vida fazer piercings de novo. Eis que saiu a data para ir na Polícia Federal tirar passaporte. Para tirar passaporte, você tem que tirar tudo da cara – inclusive franja, maquiagem. Piercings não seriam diferentes. Aiai, é… Sensação de déjà vu. Situação repetida. Apesar de já ter 8 deles, parece que não foi prática suficiente. Fora a dor de ter que tirar todos, também teve a dor de não conseguir tirar um deles. Não, não foi o mesmo da primeira historinha (esse fiz questão de aprender a tirar u-u). Entretanto, foi ainda mais dolorido. E, como cutuquei, digo, tentei demais. É… É esperar desinchar e cicatrizar todos de novo para ir furar de novo. Mas, enfim~

E, aproveitando a vibe, semana que vem: tattoos!

Aí comento sobre preconceitos e inconvenientes no geral na sequência.

Se tiverem alguma pergunta, dúvida, curiosidade sobre o tema – seja piercings ou tattoos – manda pra gente 😀 (Na real, de qualquer outro tema também rs)

Inté! Kissus

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Megu

Pessoinha feliz que as vezes está de mal humor, mas é um doce com os outros. (Educação em primeiro lugar, claro u-u) É um tanto atrapalhada e azarada – “um tanto” = multiplique a porção que você pensou por 100, é mais ou menos isso. Nem sarcástica. Também nem é irônica. Em suma, um amor de ser humano.